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24 Jan 2018

Viver em São Paulo revela baixa confiança nas instituições públicas

Inaugurando um novo ciclo de pesquisas de percepção dos paulistanos, a Rede Nossa São Paulo divulgou hoje, véspera do aniversário da capital paulista, os resultados do levantamento “Viver em São Paulo". 

Foram apresentadas as avaliações dos paulistanos sobre a atuação da atual administração municipal e das prefeituras regionais, bem como da Câmara de Vereadores. O levantamento aponta também as instituições (Prefeitura, Câmara Municipal, Ministério Público, Poder Judiciário, Tribunal de Contas do Município, Polícia Militar e outras) que as pessoas mais confiam e as que menos confiam.

Realizada pelo IBOPE Inteligência, a pesquisa “Viver em São Paulo” aborda ainda temas relacionados à qualidade de vida, participação social e atendimento dos serviços públicos nas áreas da saúde e educação. Questões sobre percepção de segurança e discriminação de gênero estão incluídas no estudo.

Foram entrevistadas 800 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 27 de dezembro de 2017. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.

Entre as principais conclusões da pesquisa, destacam-se:

- A nota para a qualidade de vida como um todo na cidade teve uma melhora, passando de 5,4 para 6,0.

- Sobre a qualidade de vida individual do entrevistado, 4% afirmam que “melhorou muito”; 17%, que “melhorou um pouco”; 41%, que “ficou estável”; 25%, que “piorou um pouco”; e 13%, que “piorou muito”.

- Sobre a possibilidade de viver em outra cidade, 61% afirmam que sairiam “se pudessem” e 39%, que “não sairiam”. Na edição anterior da pesquisa, 68% haviam afirmado que mudariam de São Paulo e 30%, que não mudariam.

SAÚDE
- 84% dos entrevistados afirmam que utilizaram algum tipo de serviço público de saúde. É o maior percentual de toda a série histórica da pesquisa, um aumento de 10 pontos percentuais em relação à edição anterior. Entre os serviços mais demandados e que registram maior aumento na utilização estão: distribuição gratuita de medicamentos (de 51% para 69%), atendimento ambulatorial (56% para 65%), consulta com especialistas (36% para 48%), atendimento de emergência (de 28% para 34%) e serviço odontológico (de 15% para 32%).

- O tempo médio entre a marcação de serviços de saúde aumenta consideravelmente. No setor público, a média para realização de consultas, passa de 82 para 160 dias; para exames, de 98 para 161 dias; e para procedimentos mais complexos, de 186 para 359 dias. No setor privado, o tempo médio para consultas passa de 15 para 70 dias; para exames, de 18 para 68 dias; e para procedimentos mais complexos, de 38 para 103 dias.

EDUCAÇÃO
- Espera por vagas em creches municipais: 39% dos entrevistados afirmam ter esperado por vagas em creches nos últimos anos. E 55% afirmam que não precisaram esperar. Essa pergunta considera somente os entrevistados que tenham filhos ou crianças em casa que precisam estudar em creches.

Entre os entrevistados que precisam esperar por vagas em creches municipais, 56% afirmam ter esperado mais de 6 meses por uma vaga. O tempo médio de espera para vagas nas creches municipais é de 283 dias.  

SEGURANÇA
- 25% dos entrevistados afirmam ter sofrido roubo ou furto nos últimos 12 meses. 14% sofreram algum tipo de preconceito ou discriminação; 8%, agressão física; e 5%, assédio sexual.

- Sobre o que provoca mais medo no dia-a-dia em São Paulo, “assalto/roubo” é a primeira resposta de 68% dos entrevistados, seguida de “violência em geral” (58%), “sair à noite”(29%), “tráfico de drogas” (28%), “violência sexual” (18%) e “atropelamentos” (12%).

- Ações mais importantes para diminuir a violência: “investir em educação de qualidade para jovens de baixa renda” fica com 36%, “combater a corrupção na polícia e nos presídios” com 28%, “criar oportunidades de trabalho para jovens de baixa renda” com 26% ,“combater mais severamente o tráfico de drogas” com 25%, “aumentar o número de policiais nas ruas” com 23%, “diminuir a desigualdade entre as regiões ricas e pobres” é citado por 22% dos entrevistados e “agilizar a ação da justiça” por 21%, considerando sempre a soma de menções. 

CONFIANÇA NAS INSTITUIÇÕES
- O Metrô é a instituição com melhor índice de confiança: 54%. Todas as demais avaliadas apresentam percentual abaixo de 50%. A Câmara Municipal é a que registra menor índice de confiança (11%) e o maior percentual de não confiança: 80%. A Prefeitura de São Paulo tem 23% de confiança e 68% de não confiança. Vale destacar que praticamente em todas elas há queda significativa no grau de confiança comparativamente às edições anteriores da pesquisa.

AVALIAÇÃO DO PODER PÚBLICO MUNICIPAL
- A Administração Municipal é considerada “ótima/boa” por 15% dos entrevistados. 43% afirmaram ser “regular” e 41%, “ruim/péssima”.

- As prefeituras regionais são “ótimas/boas” para 12% dos entrevistados, “regulares” para 38% e “ruins/péssimas” para 46%.

- A Câmara dos Vereadores registra 5% de “ótima/boa”, 22% de “regular” e 67% de “ruim/péssima”.

- 92% dos entrevistados não participaram de qualquer atividade realizada na Câmara Municipal de São Paulo nos últimos 12 meses. E 55% não lembram em que vereador votou nas últimas eleições. 

DADOS DA PESQUISA

Nome da pesquisa

Viver em São Paulo 2018

Margem de erro

3 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra

Tema

Administração pública

Opinião pública

Contratante

Rede Nossa São Paulo

Período

08/12/2017 a 27/12/2017

Local

Brasil

Amostra

800 pessoas com 16 anos ou mais

ARQUIVO(S) PARA DOWNLOAD
Viver em São Paulo 2018
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