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19 Abr 2013

Sistematização das experiências em sala de aula é um dos desafios do Nepso em 2013

?Encontro realizado na sede da Ação Educativa em São Paulo reuniu 32 docentes.
A Rede Nossa Escola Pesquisa Sua Opinião (Nepso) faz do desenvolvimento de pesquisas uma eficiente ferramenta pedagógica no ensino de jovens, crianças e adultos. Promovido há mais de 10 anos pelo Instituto Paulo Montenegro, em parceria com a Ação Educativa, o programa tem agora como um de seus principais desafios  a sistematização das experiências vividas pelos professores dentro da sala de aula.

Na tentativa de contribuir para a criação de uma cultura de sistematização das práticas docentes, em março foi realizado o encontro “Olhar a prática: um exercício de reflexão”, que reuniu 32 docentes formadores de todos os polos   no Brasil, mais representantes da Argentina, Colômbia e Peru.

“O objetivo do encontro foi demonstrar a importância do registro e da sistematização das experiências que acontecem dentro da sala de aula. A proposta é que esses professores formadores se tornem leitores dos registros dos professores que estão iniciando o Nepso, contribuindo assim para a reflexão de suas práticas”, explica Leila Andrade ,  da Ação Educativa.

No encontro, os participantes puderam conhecer a experiência de sistematização do polo São Paulo e a metodologia utilizada pelo grupo para o registro de seus projetos.

Segundo Tania Correa, formadora do polo Colômbia, em seu país, os professores já registram suas atividades em um caderno ao longo do ano, mas a docente avaliou o encontro como uma oportunidade para aperfeiçoamento da prática. “No encontro, nós fizemos uma reflexão mais profunda sobre o que focar nos registros, qual a melhor prática a seguir”, relata.

Para a professora Julia Lucas do polo Argentina, o encontro possibilitou novas perspectivas para o projeto. “Acredito que o Nepso está começando uma nova etapa, buscando aprofundar os conhecimentos gerados em sala de aula, dando valor e voz aos professores”, descreveu.

No Brasil, a professora Denise Araújo do polo de Minas Gerais já tem planos para colocar em prática em sua cidade. “Criamos uma sistemática de registro a ser experimentada com professores da rede municipal que participam do projeto neste ano: um caderno de registro para todos e uma proposta de registro mais longo a ser feito com um pequeno grupo de professores”, afirma.

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