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30 Mar 2017

Segurança pública é avaliada negativamente pela maioria da população brasileira

Quase sete em cada dez brasileiros (68%) consideram a situação da segurança pública no Brasil ruim ou péssima (eram 51% em uma pesquisa similar realizada em 2011). O percentual é ainda mais alto se levarmos em consideração a percepção dos moradores das cidades periféricas (80%). Comparando com três anos, 60% acreditam que a situação da segurança pública no país hoje está pior. 

                    

As duas ações mais citadas para melhorar essa situação são o maior combate ao tráfico de drogas e o aumento do policiamento nas ruas, mencionadas por 43% e 41% dos respondentes, respectivamente. Dentre todas as regiões brasileiras, o Nordeste é aquela que mais deseja o aumento do policiamento nas ruas (48%).

Apesar da maioria da população (81%) concordar totalmente ou parcialmente que ações sociais contribuem mais para diminuir a violência do que ações repressivas, grande parte dos entrevistados também concorda com uma política de tolerância zero, na qual todo tipo de infração e ilegalidade sejam punidos (83%), e que penas mais rigorosas reduzem a criminalidade (75%). Defendem ainda uma política mais rigorosa em relação aos jovens envolvidos em crimes: cerca de oito em cada dez brasileiros (81%) concordam totalmente que menores de idade que cometam crimes violentos devam ser julgados como adultos (eram 75% em 2011). Além disso, 85% são totalmente ou parcialmente favoráveis à redução da maioridade penal (eram 86% em 2011). 

Quase nove em cada dez brasileiros (86%) acreditam que o tráfico de drogas é uma das principais causas da violência. O posicionamento é favorável (total ou parcialmente) no que tange à oferta de trabalho, abrigo, assistência psicológica e médica de dependentes químicos moradores de rua (90%) e à internação involuntária de dependentes químicos, a pedido das famílias ou da justiça (81%). Em contrapartida, 65% acreditam que legalizar a venda e o uso da maconha não reduzirá a criminalidade (totalmente ou em parte).

Nos últimos doze meses, 40% das famílias tiveram alguma vítima de furto, assalto ou agressão (contra 30% em 2011). Sete em cada dez brasileiros presenciaram alguém usando drogas nas ruas (chega a 8 em cada 10 entre os moradores das capitais e entre os jovens de 16 a 24 anos).

                     

Metade dos brasileiros presenciou a polícia prendendo alguém nos últimos doze meses. Já aqueles que testemunharam tiroteios no mesmo período representam 26% dos respondentes, um aumento de 6 pontos percentuais em relação à pesquisa de 2011.

Quase metade da população (46%) declara que aumentou seus cuidados com a segurança pessoal e familiar nos últimos três anos (chega a 54% entre aqueles com renda familiar mais alta e também entre aqueles com ensino superior), enquanto 36% mantiveram os mesmos cuidados já adotados anteriormente. O medo da violência fez com que as pessoas adotassem algumas atitudes, sendo a principal delas, aumentar o cuidado ao sair ou entrar em casa, no trabalho ou na escola: de 57% em 2011 para 69% em 2016. Evitar andar com dinheiro vem em seguida, com 62% de menções. Esse medo também pode ser observado no desejo das pessoas por maior vigilância de câmeras nas ruas, uma vez que 93% são totalmente ou parcialmente favoráveis a essa medida.

DADOS DA PESQUISA

Nome da pesquisa

Retratos da Sociedade Brasileira - Segurança Pública.

Margem de erro

2 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.

Tema

CNI

Opinião pública

Contratante

CNI - CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA.

Período

01/12/2016 a 04/12/2016

Local

Brasil

Amostra

2002 entrevistas em 141 municípios.

ARQUIVO(S) PARA DOWNLOAD
Retratos da Sociedade Brasileira
Relatório de tabelas

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