Notícias e Pesquisas

06 Ago 2019

Pesquisa revela os hábitos do pedestre em São Paulo

O mês de agosto é marcado pelo Dia Mundial do Pedestre (8) e, em contribuição com a reflexão sobre o tema, o IBOPE Inteligência em parceria com a Rede Nossa São Paulo realizou uma pesquisa sobre esse tema, a Viver em São Paulo: Pedestre, que aborda hábitos, percepções e desafios das paulistanas e paulistanos ao andar a pé na cidade.

Padaria, mercado/feira, farmácia e pontos de ônibus são os principais locais que paulistanas e paulistanos vão exclusivamente a pé – 64%, 59%, 54% e 53% respectivamente.

Em seguida, os locais mais citados são bancos/lotéricas (40%), serviços médicos (31%), igreja (28%), parques/praças (22%), estação de trem ou metrô (21%), levar ou acompanhar parentes a bancos, supermercados, etc (16%), trabalho (16%), levar filhos(as) para escolas/cursos (13%); escola/curso/faculdade (12%) e espaços culturais por último (8%).

Os locais que a população paulistana mais costuma ir exclusivamente a pé são também os que mais indicam que conseguem chegar em uma caminhada de até 15 minutos de casa: padaria (67%); mercado/feira (64%); e ponto de ônibus (61%).

Farmácia foi citada como local que conseguem chegar em uma caminhada de até 15 minutos de casa por 59%; bancos e lotéricas por 46%; igreja por 41%; serviços médicos por 34%; parques e praças por 30%; estação de trem ou metrô por 24%; escola/curso/faculdade por 18%; posto policial/delegacia/base comunitária ou móvel por 18%; trabalho por 11%; e espaços culturais por apenas 8%.

As calçadas são o principal incômodo das pessoas quando andam a pé pela cidade, mostra a pesquisa. Buracos nas calçadas são apontados por 68% das paulistanas e paulistanos, irregularidade das calçadas, por 53%, e calçada estreita, por 47%.

Já falta de segurança ao atravessar e iluminação insuficiente/inexistente são mencionadas por 39% das pessoas entrevistadas, cada uma. Seguidas por sacos de lixos nas calçadas (38%); obstáculos nas calçadas (35%); fiação caída nas calçadas (31%); alta velocidade dos carros nas ruas (28%); falta de acessibilidade (21%); área sem sombra ou local para sentar/descansar (17%); e, por último, quantidade de saídas de garagens (8%).

Moradoras e moradores das regiões Oeste (74%), Norte (72%), Sul (70%) e Leste (60%) reclamam mais dos buracos nas calçadas. No Centro, por sua vez, lideram as reclamações quanto às calçadas irregulares (82%) e buracos nas calçadas (80%).

Ao agrupar em três grandes eixos os aspectos que incomodam a população paulistana ao caminhar pela cidade, nota-se que é maior o número de menções àqueles que fazem alusão à estrutura (86%).

Este eixo é composto por: buracos nas calçadas; irregularidade das calçadas (degraus, rampas, falta de continuidade); calçada estreita; falta de acessibilidade (rampa, piso tátil e semáforos sonoros); e área sem sombra ou local para sentar/descansar.

Porém, segurança e obstáculos têm 65% das menções cada. Segurança inclui os itens: iluminação insuficiente/inexistente; falta de segurança para atravessar (ausência de faixas ou semáforo de pedestre, desrespeito dos motoristas); alta velocidade dos carros nas ruas; e quantidade de saídas de garagens. Enquanto o eixo obstáculos é composto por sacos de lixo nas calçadas; obstáculos nas calçadas (postes, carros estacionados, ambulantes); e fiação caída nas calçadas.

O levantamento aponta, ainda, que 74% das pessoas entrevistadas já sofreram ou presenciaram queda em calçadas. Ao passo que 60% já sofreram ou presenciaram assalto ou agressão física, enquanto pedestres.

Atropelamento e ameaça por motorista são situações citadas por 53% cada. Seguidas de assédio (47%), queda na faixa de pedestres (38%) e queda em bueiros (25%).

Destaca-se o dado de que 10% sofreram ou presenciaram as sete situações listadas, o que equivale a 980.702 paulistanas(os).

Prioridades

Para 68% da população, a manutenção das calçadas é a ação mais urgente a ser adotada pela administração municipal em relação ao bem-estar de pedestres da cidade.

Manutenção das faixas de pedestres, aumento nos tempos para atravessar a rua e troca/aumento de iluminação pública são citadas como prioridade por 44%. Em seguida são citadas melhora da acessibilidade (42%); alargamento/ implantação de novos trechos de calçadas (40%); melhora na conexão/ integração com outros meios de transporte e campanhas educativas para motoristas (ambas com 39%).

Já troca/aumento da sinalização para travessia de pedestres e campanhas educativas para pedestres são citadas por 36% e implantação de faixas de pedestres por 30%.

DADOS DA PESQUISA

Nome da pesquisa

Viver em São Paulo: Pedestre

Margem de erro

3 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.

Tema

Administração pública

Opinião pública

Contratante

REDE NOSSA SÃO PAULO

Período

03/04/2019 a 23/04/2019

Local

Brasil

Amostra

800 entrevistas.

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Pesquisa completa
Viver em São Paulo: Pedestre