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25 Abr 2018

João Doria aparece numericamente à frente, mas tecnicamente empatado com Paulo Skaf na disputa pelo Governo do Estado de São Paulo

Entre os dias 20 e 23 de abril, o IBOPE Inteligência, a pedido da Companhia Rio Bonito Comunicações, realizou pesquisa sobre as próximas eleições no estado de São Paulo. Neste momento, em que as candidaturas não estão oficialmente definidas, os cenários testados consideram possíveis nomes para a disputa.

João Doria (PSDB) aparece numericamente à frente com 24% das intenções de voto, seguido pelo candidato Paulo Skaf, do MDB, com 19% das menções. Ambos aparecem em situação de empate técnico considerando a margem de erro da pesquisa que é de três pontos percentuais (p.p). Em outro patamar, Luiz Marinho (PT) e Márcio França (PSB) são mencionados por 4% e 3% dos eleitores, respectivamente. Rogerio Chequer (Novo) tem 2% das intenções, ao passo que a Professora Lisete Arelaro (PSOL) é apontada por 1% dos entrevistados. O pré-candidato Alexandre Zeitune (Rede) foi mencionado, mas não atinge 1% das intenções de voto. Aqueles que declaram a intenção de votar em branco ou anular o voto totalizam 37% e 11% estão indecisos ou preferem não responder.

Intenção de voto espontânea
Na pergunta espontânea, quando os entrevistados são questionados sobre sua intenção de voto sem a apresentação dos nomes dos pré-candidatos, 57% dos eleitores não sabem indicar um nome ou preferem não opinar e 29% declaram que pretendem votar em branco ou anular o voto. O pré-candidato João Doria é mencionado por 5% do eleitorado e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), por 3%. Paulo Skaf é lembrado por 2% dos entrevistados.

Conhecimento dos pré-candidatos
Foi investigado também o grau de conhecimento para cada um dos possíveis candidatos. João Doria e Paulo Skaf são os mais conhecidos, sendo que, 57% dos entrevistados declaram que conhecem bem ou mais ou menos o primeiro e 49% fazem tal declaração em relação ao segundo. Por outro lado, Professora Lisete Arelaro, Alexandre Zeitune e Rogerio Chequer são os mais desconhecidos, uma vez que 86% declaram que não a conhecem e 85% fazem a mesma afirmação para cada um dos outros dois possíveis candidatos. Cerca de seis em cada dez (59%) entrevistados afirmam que não conhecem Márcio França, enquanto 23% o conhecem só de ouvir falar e 16% o conhecem bem ou mais ou menos. Por fim, exatamente a metade (50%) dos entrevistados afirmam que não conhecem Luiz Marinho, 26% o conhecem só de ouvir falar e 23% o conhecem bem ou mais ou menos.

Rejeição
Cerca de um terço dos entrevistados declara que não votaria de jeito nenhum em João Doria (33%) ou em Paulo Skaf (32%). Alexandre Zeitune é citado por 25%, Professora Lisete Arelaro e Rogerio Chequer por 23% dos entrevistados, cada um. Um quinto dos entrevistados menciona que não votaria de jeito nenhum em Luiz Marinho, enquanto Márcio França é citado por 17% do eleitorado paulista. Eleitores que declaram, de maneira espontânea, que poderiam votar em qualquer um dos pré-candidatos são 6% e os que preferem não opinar são 12%. Nesta pergunta, o entrevistado poderia citar mais de um nome.

Senador
O IBOPE Inteligência testou também um possível cenário político para a disputa pelas duas vagas ao Senado, já que neste momento não há nomes formalmente oficializados para o cargo.

José Luiz Datena (DEM) e Eduardo Suplicy (PT) têm 33% e 32% das intenções de voto, respectivamente. A pré-candidata pelo MDB, Marta, aparece com 25% das menções, Pastor Marco Feliciano (Podemos), com 14%, os peessedebistas Aloysio Nunes e José Aníbal com 11% e 6%, respectivamente. O petista Jilmar Tatto obtém 4% das menções. Aqueles que declaram intenção de votar em branco ou anular o voto totalizam 46%. Eleitores indecisos são 11% e são 17% aqueles que citam apenas um candidato.

Intenção de voto espontânea
Na pergunta espontânea para o Senado, os eleitores que não sabem ou preferem não opinar somam 62% das menções, enquanto aqueles que demonstram a intenção de votar em branco ou anular o voto são 32%. Dentre os possíveis candidatos, Eduardo Suplicy e Marta são citados por 4% e 1% dos eleitores, respectivamente. Outros pré-candidatos com menos de 1% somam 4% das menções e mesmo percentual daqueles que citam apenas um candidato. 


Presidente
Para eleição presidencial foram testadas quatro simulações de intenção de voto. O primeiro cenário, tem o ex-prefeito Fernando Haddad pelo PT e o presidente Michel Temer pelo MDB. Nessa simulação, o Deputado Federal Jair Bolsonaro (PSL) é mencionado por 16% dos paulistas e aparece tecnicamente empatado com o Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede), que aparecem com 15% e 11% das intenções de voto, respectivamente. Joaquim Barbosa (PSB) aparece em seguida com 9% das menções. Os demais pré-candidatos (Ciro Gomes do PDT, Fernando Haddad do PT, Michel Temer do MDB, Alvaro Dias do Podemos, Levy Fidelix do PRTB, Manuela D’Ávila do PCdoB, Rodrigo Maia do DEM e Aldo Rebelo do Solidariedade) têm até 4% das menções cada um. Já os pré-candidatos Fernando Collor de Mello do PTC, Flávio Rocha do PRB, Guilherme Boulos do PSOL, João Amôedo do Novo e Paulo Rabello de Castro do PSC não atingem 1% das intenções de voto. Eleitores paulistas que têm intenção de votar em branco ou anular o voto são 26% e aqueles que preferem não sabem ou preferem não opinar totalizam 7%.

No segundo cenário testado para presidente, no qual o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, é substituído pelo ex-presidente Lula (PT), o petista aparece à frente com 22% das intenções de voto. Jair Bolsonaro (14%), Geraldo Alckmin (12%), Marina Silva (9%) e Joaquim Barbosa (8%) aparecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro da pesquisa. Em seguida, aparecem Ciro Gomes e Alvaro Dias, com 3% e 2% das intenções, respectivamente. Com 1% de menções cada, estão: Flávio Rocha, Guilherme Boulos, João Amôedo, Manuela D’Ávila, Michel Temer e Rodrigo Maia. Os candidatos Aldo Rebelo, Fernando Collor de Mello e Levy Fidelix não atingem 1% das intenções de voto. O nome do pré-candidato Paulo Rabello de Castro constava no disco apresentado aos entrevistados, porém, não foi citado por nenhum deles. O percentual de eleitores paulistas que declaram a intenção de votar em branco ou anular o voto para Presidente é de 19%, enquanto 5% declaram-se indecisos. 

No terceiro cenário testado, no qual o presidente Michel Temer é substituído pelo ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB), Geraldo Alckmin e Jair Bolsonaro aparecem com 15% das intenções de voto cada um e em situação de empate técnico, com Marina Silva (12%) e Joaquim Barbosa (10%). Ciro Gomes tem 6% das menções, enquanto Fernando Haddad e Alvaro Dias obtêm 3% e 2% respectivamente. Os candidatos com 1% das menções cada: Aldo Rebelo, Flávio Rocha, Henrique Meirelles, João Amôedo, Levy Fidélix, Manuela D’Ávila e Rodrigo Maia. Os pré-candidatos Fernando Collor de Mello, Guilherme Boulos e Paulo Rabello de Castro não atingem 1% das intenções de voto. O percentual dos que declaram a intenção de votar em branco ou anular o voto é de 25%, enquanto 5% dos eleitores declaram-se indecisos. 

No quarto e último cenário, no qual o presidente Michel Temer é substituído pelo ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (MDB), e o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, é substituído por Lula, o ex-presidente aparece com 20% das intenções de voto, enquanto Jair Bolsonaro e Geraldo Alckmin são citados por 14% cada. Os pré-candidatos Joaquim Barbosa e Marina Silva obtêm 9% das intenções, cada um. Ciro Gomes tem 4% das menções, seguido de perto por Alvaro Dias com 2%. Os candidatos com 1% das menções cada, são: Fernando Collor de Mello, Flávio Rocha, João Amôedo, Levy Fidélix, Manuela D’Ávila e Rodrigo Maia. Os possíveis candidatos Aldo Rebelo, Guilherme Boulos, Henrique Meirelles e Paulo Rabello de Castro não atingem 1% das intenções de voto. Aqueles que declaram votar em branco ou anular o voto são 18%, enquanto os que não sabem o que responder ou não opinam somam 4%.

Intenção de voto espontânea
Espontaneamente, Lula, é mencionado por 16% dos entrevistados, enquanto Jair Bolsonaro é lembrado por 12%. Os demais pré-candidatos (Geraldo Alckmin, Joaquim Barbosa, Ciro Gomes, Marina Silva, Michel Temer e João Doria) têm até 4% das menções cada um. Eleitores com a intenção de votar branco ou anular o voto são 26% e um terço do eleitorado paulista prefere não opinar.

Avaliação da administração estadual
Considerando que o governador Geraldo Alckmin deixou o governo de São Paulo no início deste mês para concorrer à presidência da República, os paulistas foram questionados sobre como avaliam o seu governo. Para 36% dos eleitores, a administração de Geraldo Alckmin foi regular, enquanto 32% a avaliaram positivamente (ótima ou boa) e 26% como ruim ou péssima. São 5% os que não sabem ou não querem opinar.

Expectativa em relação à atual administração estadual
C
om a saída de Alckmin, o vice-governador Márcio França assumiu no início do mês a administração do governo do estado e foi apurada a expectativa do paulista em relação à sua gestão. Pouco mais de um terço dos entrevistados (36%) acredita que a administração do governador Márcio França será regular, enquanto 22% afirmam que ela será positiva (ótima ou boa) e a mesma parcela prospecta que a administração será ruim ou péssima. Aqueles que não sabem ou preferem não responder totalizam 20%.

O IBOPE inteligência também perguntou a percepção da população sobre as principais áreas problemáticas do estado. A saúde é citada pela maioria dos eleitores (66%). Na sequência, aparece a área de educação, mencionada por 40% dos entrevistados e segurança pública por 33%. Esses percentuais correspondem à soma das três áreas que poderiam mencionar.

Avaliação da administração federal
A administração do presidente Michel Temer é avaliada de maneira negativa (ruim ou péssima) por aproximadamente sete em cada dez (68%) paulistas, enquanto cerca de um quarto (23%) a avalia como regular. São 6% os que consideram a administração federal de forma positiva (ótima ou boa) e 2% os que não sabem ou não querem opinar.

A grande maioria dos paulistas (84%) desaprova a forma como Michel Temer está governando o Brasil e 12% a aprovam. Aqueles que não sabem ou preferem não opinar somam 4%.

DADOS DA PESQUISA

Nome da pesquisa

Intenção de votos em São Paulo

Margem de erro

3 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra. O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral.

Tema

Administração pública

Eleições

Opinião pública

Contratante

pesquisa contratada por COMPANHIA RIO BONITO COMUNICAÇÕES

Período

20/04/2018 a 23/04/2018

Local

Brasil - SP

Amostra

foram entrevistados 1.008 votantes.

Registro TRE/TSE

registrada no Tribunal Regional Eleitoral do estado de São Paulo sob o protocolo Nº SP-02654/2018 e

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