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14 Jun 2017

Insegurança é maior nas grandes cidades

A pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira: Segurança Pública, realizada pelo IBOPE Inteligência a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em dezembro de 2016, revela que a situação da segurança pública nas pequenas cidades é ruim e vem se deteriorando, mas ainda é melhor se comparada à das médias e grandes.

A avaliação da segurança pública piora em todo o Brasil entre 2011 e 2016, especialmente nas cidades com mais de 500 mil habitantes. No período, o número de moradores das grandes cidades que avaliam a segurança pública como ruim ou péssima salta de 52% para 75%, enquanto nas médias (cidades que possuem entre 50 mil a 500 mil habitantes), aumenta de 50% para 67%, e nas pequenas (cidades que possuem entre 50 mil habitantes), de 50% para 64%.

A avaliação relativamente melhor da segurança pública nas pequenas cidades está relacionada à menor exposição dos habitantes desses municípios a situações de insegurança e à menor incidência de crimes.

O percentual de famílias que tiveram algum membro vítima de furto, assalto ou agressão nos 12 meses anteriores à pesquisa aumenta em todos os portes de município entre 2011 e 2016. Se destaca o aumento de 13 pontos percentuais nos municípios médios, que os levou a alcançarem os municípios grandes no percentual de famílias com vítimas.

Em 2016, sete em cada 10 respondentes que moram em pequenas cidades foram expostos a alguma situação de insegurança. Essa proporção aumenta quanto maior o porte do município e chega a 84%, para municípios médios, e 86%, para municípios grandes.

Os moradores de pequenas cidades foram menos expostos que os de médias e grandes cidades às seguintes situações: uso de drogas na rua, polícia prendendo alguém, alguém sendo agredido, alguém sendo assaltado, tiroteios, alguém sendo vítima de crime de ódio ou alguém sofrendo assédio sexual.

A menor incidência de crimes nas pequenas cidades brasileiras leva a uma menor proporção de respondentes dessas cidades que mudaram os hábitos em função da violência. Em todas as oito possíveis mudanças de hábito em função da violência, o número de respondentes que alegam tê-las realizado nas pequenas cidades é ao menos 9 pontos percentuais menor que nas grandes cidades.
 
As médias cidades se mantêm sempre num ponto intermediário entre as pequenas e grandes cidades no número de respondentes que alegam ter mudado de hábito, reforçando a relação positiva entre o tamanho de uma cidade brasileira e os problemas de insegurança que ela vivencia.  

 

 

DADOS DA PESQUISA

Nome da pesquisa

Retratos da Sociedade Brasileira - Segurança Pública

Margem de erro

DOIS PONTOS PERCENTUAIS PARA MAIS OU PARA MENOS

Tema

Administração pública

CNI

Segurança

Contratante

Confederação Nacional da Indústria - CNI

Período

01/12/2016 a 04/12/2016

Local

Brasil

Amostra

2.002 pessoas em 141 municípios

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Nota econômica