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05 Jun 2014

Gastos com materiais de construção devem movimentar R$ 23 bilhões na região Sul

?O mercado do Sul do Brasil é qualificado, de volume, mas também bastante concorrido.

O consumo domiciliar de material de construção na região Sul do Brasil deve crescer 8% em 2014 e atingir R$ 23,2 bilhões até o fim do ano, segundo estimativas do Pyxis Material de Construção, ferramenta de dimensionamento de mercado do IBOPE Inteligência.

Do consumo total estimado para esses produtos no país, essa região deve ser responsável por 18% dos gastos com material de construção, o que resulta em um consumo per capita de R$ 948. Esse valor é 24% superior à média do país ou, em valores financeiros, R$ 186 a mais por habitante.

Potencial de consumo da região Sul

 

As famílias da classe B, cuja renda familiar varia aproximadamente entre R$ 3.000 e R$5.000, são as que compõem a maior parcela desse consumo: R$ 11,3 bilhão (49%). Porém, o maior avanço em relação ao ano anterior ocorrerá nas classes D e E (14%) que passará de um potencial de R$ 744 milhões em 2013 para R$ 844 milhões neste ano.

Para atender essa demanda, existem atualmente na região Sul, de acordo com o Pyxis Material de Construção, 30 mil estabelecimentos varejistas que comercializam produtos como tintas, material elétrico e vidro, entre outros. Esses estabelecimentos empregam 149 mil pessoas com carteira assinada, com média de cinco empregados por empreendimento.

A produtividade média, isto é, o potencial de consumo da categoria em 2014 dividido pelo número de estabelecimentos comerciais, é de R$ 780 mil por ano. Esse valor é 10% abaixo da produtividade nacional, indicando que o mercado do Sul do Brasil é qualificado, de volume, mas também bastante concorrido.

Paraná
Por estado, o Paraná é o que apresenta a melhor perspectiva de crescimento, já que a maior parte de suas cidades registra crescimento acima de 8%. Já no Rio Grande do Sul, o crescimento na maior parte dos municípios é entre 6% e 8%. Em Santa Catarina, a maioria das cidades apresenta estimativa de crescimento abaixo de 6%, ou seja, não irão nem mesmo repor a inflação frente ao ano de 2013.

Um conjunto de municípios paranaenses se destaca por formar uma região de crescimento contíguo: cidades localizadas no entorno de Curitiba. Nelas, o crescimento esperado supera 10%, representando uma excelente oportunidade para as empresas tanto do comércio quanto da indústria.

A região é composta por 15 cidades que representam um potencial de consumo da ordem de R$ 882 milhões em 2014 para material de consumo, valor 10% superior ao registrado em 2013. O crescimento acima da média nessa área é justificado pela expansão imobiliária estimada em 11 mil novos domicílios apenas neste ano.

A força do Sul
A região apresenta uma população exigente e com poder de compra. Para 2014, estima-se um contingente populacional na região Sul de 28,8 milhões de pessoas, das quais 85% residentes em área urbana, e que representa 14% da população do país. Do mesmo modo que ocorre na maior parte do Brasil, a população feminina é ligeiramente superior ao número de pessoas do sexo masculino. Em 2014, a diferença na região será de 553 mil mulheres a mais do que homens.

Já a pirâmide etária do Sul apresenta diferenças significativas em relação ao restante do país: é maior o número de pessoas com mais de 50 anos e, ao mesmo tempo, menor o número de jovens.

 
Outra diferença importante está no perfil econômico da população. A renda familiar estimada para 2014 é 9% superior à média do país e o percentual de famílias de classe ABC está seis pontos percentuais acima da distribuição nacional.
 
Os estados do Sul concentram 14% da população do país, mas contribuem com 16% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. E embora a base econômica da região seja o setor de serviços, responsável por 42% da formação do PIB, o setor que mais se destaca na região é a agricultura: 25% de todo PIB agrícola nacional é gerado nessa região.
 
Emprego
Atualmente, a região conta com pouco mais de 8 milhões de trabalhadores com carteira assinada. Em 2010, houve um pico de crescimento do emprego formal, com um incremento de 7% (479 mil novos postos de trabalho). Desde 2010, o crescimento do emprego tem recuado, mas ainda se mantém em um patamar positivo e com nível ligeiramente superior à média nacional no período.
 

 

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