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13 Dez 2018

Brasileiros estão otimistas com o governo Bolsonaro

Saúde e desemprego se destacam entre os principais problemas enfrentados pelo Brasil. Esses problemas foram escolhidos por 46% e 45% dos entrevistados, respectivamente, entre os três principais problemas do país. Em seguida, aparecem a corrupção e a segurança pública, citados por 40% e 38% dos entrevistados, respectivamente. A educação é o quinto problema mais mencionado entre os três principais problemas do país, lembrada por 32% dos brasileiros.

Para os brasileiros, as prioridades do governo para 2019 devem ser melhorar os serviços de saúde e promover a geração de empregos, opções escolhidas como uma das três prioridades por, respectivamente, 41% e 40% dos entrevistados. Em seguida, aparecem combater a corrupção e combater a violência e a criminalidade, cada uma escolhida por 36% dos brasileiros, e melhorar a qualidade da educação, apontada por 33% dos entrevistados.

O brasileiro está otimista em relação a 2019. Dois em cada três brasileiros acreditam que a situação econômica do país irá melhorar e parcela similar esperam que a própria vida irá melhorar ou melhorar muito no próximo ano.

Parte importante do otimismo está ligada às boas perspectivas que a maioria da população tem com relação ao novo presidente. Entre os brasileiros, 64% têm expectativa de que o governo do presidente eleito Jair Bolsonaro será ótimo ou bom e 75% acreditam que o presidente eleito e sua equipe estão no caminho certo em relação às decisões que vem tomando até agora.

Cerca de quatro em cada dez brasileiros (43%) acreditam que a segurança pública está entre os três problemas que mais vão melhorar no primeiro ano do governo Bolsonaro, sendo esse o mais citado. Em seguida, aparecem a corrupção e o desemprego, citados entre os três problemas com maior probabilidade de melhorar em 2019 por 37% e 36% dos brasileiros, respectivamente.

A maioria dos brasileiros aprovam as indicações para compor a equipe do presidente Bolsonaro e as medidas que vêm sendo anunciadas.

Entre os brasileiros, 80% se dizem pelo menos um pouco informados sobre as indicações do presidente eleito Jair Bolsonaro para os cargos de primeiro escalão do seu governo, como ministros e colaboradores da equipe de transição. Desses, 55% consideram essas indicações muito adequadas ou adequadas.

Pouco mais de oito em cada 10 brasileiros se dizem informados, em alguma profundidade, sobre as propostas que vêm sendo anunciadas pela equipe do presidente Jair Bolsonaro. Entre tais entrevistados, 75% dizem aprovar de forma geral as propostas. Note-se que o percentual de aprovação cresce com o grau de informação que o entrevistado diz ter das propostas do novo governo.

PRINCIPAIS PROBLEMAS E PRIORIDADES PARA 2019

Saúde e desemprego são os principais problemas do país

Saúde e desemprego foram os mais citados pelos brasileiros entre os três principais problemas enfrentados pelo Brasil, em uma lista com 28 problemas. A saúde foi mencionada por 46% dos respondentes, enquanto o desemprego foi citado por 45%.

Em seguida, aparecem a corrupção e a segurança pública, citados por 40% e 38% dos entrevistados, respectivamente. A educação é o quinto problema mais mencionado entre os três principais problemas do país, lembrada por 32% dos brasileiros.

Entre os brasileiros com renda familiar até um salário mínimo, o desemprego é o problema mais citado entre os três principais, listado por 50%. As menções ao desemprego entre os três principais problemas caem conforme a renda aumenta. Entre os brasileiros com renda familiar superior a cinco salários mínimos, o desemprego é mencionado por 32%. O contrário ocorre com corrupção e segurança pública, que são mais mencionadas entre os brasileiros de maior renda familiar.

Apesar de a corrupção ocupar a terceira colocação no ranking geral, entre os jovens que possuem entre 16 e 24 anos, ela é o problema mais citado. Mais da metade (52%) dos jovens entre 16 e 24 anos mencionam a corrupção entre os três principais problemas do país. Esse percentual cai a 41% entre os que possuem entre 25 e 34 anos, 39% entre os que possuem 35 a 44 anos, 33% entre os que possuem 45 a 54 anos e é 36% entre aqueles que possuem 55 anos ou mais.

Os jovens entre 16 e 24 anos também apontam mais a educação entre os principais problemas. Para eles, a educação é o quarto problema mais mencionado, com 37%, percentual que cai quanto maior a faixa etária e chega a 27% (quinta posição no ranking) entre os que possuem 55 anos ou mais.

Quanto maior a idade, maior a quantidade de menções à segurança pública entre os principais problemas do país. Esse problema é mencionado por 43% dos que possuem 55 anos ou mais, percentual que cai com a idade e chega a 32% entre aqueles com idade entre 16 e 24 anos.

Melhorar os serviços de saúde e promover a geração de empregos devem ser as prioridades para 2019, de acordo com os brasileiros

Assim como a saúde e o desemprego foram os mais citados entre os três principais problemas do país em 2018, melhorar os serviços de saúde e promover a geração de empregos foram as ações mais citadas entre as três prioridades para 2019. Entre os entrevistados, 41% e 40% escolheram tais prioridades, respectivamente. Em seguida, aparecem combater a corrupção e combater a violência e a criminalidade – ambas mencionadas entre as três prioridades por 36% dos brasileiros – tecnicamente empatadas com melhorar a qualidade da educação, prioridade apontada por 33% dos entrevistados.

Quanto maior a idade dos brasileiros, maior o percentual que cita melhorar os serviços de saúde entre as três prioridades para 2019. Enquanto 35% dos jovens entre 16 e 24 anos elencam essa prioridade entre as três, esse percentual cresce com as faixas etárias e chega a 46% entre aqueles com idade de 55 anos ou mais. Em contrapartida, os jovens elencam com maior frequência promover a geração de empregos, combater a corrupção e melhorar a qualidade da educação.

Quanto maior o grau de instrução dos brasileiros, maior o percentual que elege melhorar a qualidade da educação entre as três prioridades para 2019. Entre os que possuem até a quarta série da educação fundamental, 27% mencionam a educação entre as três prioridades para o ano que vem, percentual que aumenta e chega a 38% entre aqueles que possuem educação superior. Os brasileiros com menor grau de instrução tendem a citar em maior proporção a melhoria dos serviços de saúde como prioridade para 2019.

EXPECTATIVAS PARA 2019

Dois em cada três brasileiros estão otimistas para 2019 e para o futuro do Brasil

A maioria dos brasileiros está otimista em relação a 2019. Quando questionados sobre o que esperam para a situação econômica do país ano que vem, 66% afirmam que ela irá melhorar ou melhorar muito. Além disso, 69% acreditam que a própria vida irá melhorar ou melhorar muito no próximo ano.

As expectativas positivas em relação à própria vida estão disseminadas entre homens e mulheres e entre brasileiros de diferentes faixas de renda, com diferenças pequenas no grau de otimismo.

Já a expectativa de melhora na situação econômica do país é maior entre os homens e entre os brasileiros com maior renda familiar. Entre os homens, 70% acreditam que a economia irá melhorar ou melhorar muito em 2019, percentual que cai a 62% entre as mulheres. Entre os que possuem renda familiar superior a cinco salários mínimos, 72% estão otimistas em relação à economia em 2019, percentual que é menor quanto menor a renda familiar e chega a 57% entre os brasileiros cuja renda familiar é inferior a um salário mínimo.

Quando a pergunta é relativa à expectativa em relação ao futuro do Brasil, sem especificar o ano de 2019, 63% da população se diz otimista ou muito otimista, enquanto os que se dizem pessimistas ou muito pessimistas são 26%.

O pessimismo em relação ao futuro do país é mais disseminado entre os brasileiros com renda familiar inferior a um salário mínimo. Nesse grupo, 36% se dizem pessimistas ou muito pessimistas com o futuro do país, percentual que cai a 23% entre aqueles cuja renda familiar se encontra entre um e dois salários mínimos, a 22% entre os que possuem renda familiar entre dois e cinco salários mínimos e chega a 20% entre aqueles cuja renda é superior a cinco salários mínimos.

EXPECTATIVAS PARA O GOVERNO BOLSONARO

Expectativa sobre o governo do presidente Jair Bolsonaro é positiva

Cerca de dois em cada três brasileiros (64%) têm expectativa de que o governo do presidente eleito Jair Bolsonaro será ótimo ou bom. Os que acreditam que o próximo governo será ruim ou péssimo são 14%.

Os homens estão mais otimistas com o futuro governo que as mulheres. Entre eles, 69% acreditam que o governo do presidente eleito será ótimo ou bom, percentual que cai para 61% entre as mulheres.

Os brasileiros com maior renda familiar também estão mais otimistas em relação ao governo que se inicia ano que vem: 72% dos que possuem renda familiar de cinco salários mínimos ou mais acreditam que o governo será ótimo ou bom, percentual que cai a 58% entre os que possuem renda familiar até um salário mínimo.

A região Nordeste apresenta o maior percentual de pessimistas com relação ao próximo governo: 21% acreditam que ele será ruim ou péssimo. No entanto, é importante destacar que mesmo nessa região o percentual que acredita que o próximo governo será ótimo ou bom é maioria: 55%.

Brasileiros acreditam que a segurança pública é o problema que mais vai melhorar

Cerca de quatro em cada dez brasileiros (43%) acreditam que a segurança pública está entre os três problemas que mais vão melhorar no primeiro ano do governo Bolsonaro, sendo esse o mais citado.

Em seguida, aparecem a corrupção e o desemprego, citados entre os três problemas com maior probabilidade de melhorar em 2019 por 37% e 36% dos brasileiros, respectivamente. A saúde aparece na quarta posição, citada por 31% dos brasileiros entre os três problemas que devem melhorar mais no primeiro ano do próximo governo. A educação ocupa a quinta colocação, lembrada por 22%.

Quanto maior o grau de instrução dos brasileiros, mais eles citam a segurança pública como um dos três problemas que mais devem melhorar no primeiro ano do governo Bolsonaro. Entre os que possuem até a quarta série da educação fundamental, 33% citam a segurança, percentual que sobe a 52% entre os brasileiros com educação superior. Os brasileiros com educação superior também citam mais os problemas corrupção e impunidade e lentidão da justiça como os que devem melhorar a partir de 2019, em relação aos demais graus de escolaridade.

Brasileiros não identificam um problema que deve piorar no próximo governo

Entre os respondentes, 21% não souberam ou não quiseram responder qual o problema que vai piorar mais em 2019. Outros 11% disseram que a piora será em outras áreas não listadas e 6% afirmaram que não haverá piora em nenhuma área.

Nenhum problema se destaca nas escolhas da população dos três que vão piorar mais no primeiro ano de mandato do próximo governo. Na lista de 28 problemas, 14 encontram-se tecnicamente empatados, com percentuais de 7% a 11%, ou seja, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

Aspectos econômicos e relacionados à pobreza são os mais mencionados. A inflação foi citada por 11% dos brasileiros como um problema que deve piorar no ano que vem, seguida do desemprego, com 10%. Citados por 9% dos brasileiros entre os três problemas que devem piorar mais em 2019, aparecem empatados a desigualdade, a falta de moradia e os impostos elevados.

Entre os jovens entre 16 e 24 anos, o problema mais citado entre os três que mais devem piorar no primeiro ano do governo Bolsonaro é a desigualdade econômica e social, mencionada por 18% dos jovens. Nesta mesma faixa etária, em segundo lugar aparece a intolerância às minorias, citada por 17% dos jovens entre os três problemas que mais devem piorar em 2019. Os jovens também se mostram mais preocupados, em relação aos brasileiros mais velhos, com a piora dos problemas de inflação, desemprego, impostos elevados e meio ambiente.

Entre os brasileiros com maior grau de escolaridade, os três problemas mais citados como os que devem piorar em 2019 são intolerância às minorias, desigualdade e meio ambiente, citados por, respectivamente, 16%, 15% e 15% dos brasileiros com educação superior.

55% dos brasileiros informados sobre as indicações para o governo Bolsonaro as consideram adequadas

Entre os brasileiros, 29% se dizem muito informados ou informados sobre as indicações do presidente eleito Jair Bolsonaro para os cargos de primeiro escalão do seu governo, como ministros e colaboradores da equipe de transição.

Os que se dizem mais ou menos informados sobre as indicações ao primeiro escalão do governo são 31%, enquanto 20% se dizem pouco informados e 19% afirmam não saber nada sobre as indicações feitas pelo presidente eleito.

Entre essa parcela da população que se diz pelo menos um pouco informada, o percentual dos que consideram essas indicações muito adequadas ou adequadas é de 55%.

O percentual dos que consideram as indicações adequadas ou muito adequadas aumenta quanto maior o grau de conhecimento declarado sobre as indicações já realizadas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro ao primeiro escalão do seu governo. Entre os que se dizem muito informados, 77% aprovam as indicações (as consideram adequadas ou muito adequadas).

O percentual se reduz para 72% entre os que se dizem informados, passa por 49% entre os mais ou menos informados e cai a 38% entre os pouco informados. É importante destacar que, quanto menor o grau de informação sobre as indicações, maior o percentual que não responde a pergunta sobre adequação das indicações.

Maioria dos brasileiros aprova propostas do novo governo

Um em cada três brasileiros se diz muito informado ou informado sobre as propostas apresentadas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro ou por sua equipe. Os que se dizem mais ou menos informados são 33% e os pouco informados são 16%. Os que afirmam não saber nada sobre as propostas do presidente eleito também são 16%.

Quanto maior o grau de instrução dos brasileiros, maior o percentual que se diz muito informado ou informado sobre as propostas do novo governo. Entre os que possuem educação superior, 51% se dizem muito informados ou informados sobre as propostas do novo governo, percentual que cai quanto menor o grau de instrução e chega a 18% entre os que possuem até a quarta série da educação fundamental.

Entre os brasileiros que se dizem ao menos um pouco informados sobre as propostas do presidente eleito Jair Bolsonaro e sua equipe, 75% dizem aprovar de forma geral as propostas.

O percentual de aprovação é maior quanto maior o grau de conhecimento das propostas anunciadas. Entre os que se dizem muito informados ou informados sobre as propostas, 83% as aprovam, percentual que cai para 75% entre os que afirmam as conhecer mais ou menos e para 57% entre os que se dizem pouco informados. É necessário destacar que o percentual de pessoas que não respondem à pergunta de aprovação aumenta quanto menor o conhecimento das propostas.

Propostas de reforma da previdência e sobre segurança são as mais lembradas

Quando questionados sobre quais propostas apresentadas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro e sua equipe nesse período de transição que eles mais lembram, 40% dos brasileiros afirmaram não lembrar de nenhuma proposta e 7% não souberam ou não quiseram responder a pergunta. A proposta mais lembrada espontaneamente pelos brasileiros foi a reforma da previdência, mencionada por 12% dos entrevistados. Em seguida, citadas por 9% dos brasileiros cada, aparecem as propostas de liberação da posse ou do porte de armas e o combate à corrupção. A redução da maioridade penal de 18 para 16 anos foi mencionada por 7% e outros 7% citaram o combate à violência de forma geral, à criminalidade, à pedofilia ou à violência contra as mulheres.

Três em cada quatro brasileiros acreditam que o presidente eleito está no caminho certo

Entre os brasileiros, 75% acreditam que o presidente eleito Jair Bolsonaro e sua equipe estão no caminho certo em relação às decisões que vem tomando até agora.

Quanto maior a renda familiar, maior o percentual dos que acreditam que o presidente eleito Jair Bolsonaro está no caminho certo. Entre os que possuem renda familiar até um salário mínimo, 70% acreditam que Bolsonaro e sua equipe estão no caminho certo, percentual que aumenta conforme a renda familiar e chega a 82% entre aqueles cuja renda familiar é superior a cinco salários mínimos.

 

DADOS DA PESQUISA

Nome da pesquisa

Perspectiva em relação ao novo governo

Margem de erro

A margem de erro máxima estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.

Tema

Opinião pública

Contratante

CNI - CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA

Período

29/11/2018 a 02/12/2018

Local

Brasil

Amostra

Foram realizadas 2000 entrevistas em 127 municípios.

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Perspectiva em relação ao novo governo