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19 Jul 2018

55% dos paulistanos são favoráveis à proposta de Renda Básica de Cidadania

A proposta de instituir uma renda básica para toda e qualquer pessoa residente na capital paulista é apoiada por 55% dos paulistanos, enquanto 30% são contra e outros 15% não souberam ou não responderam. Esses são alguns dos resultados da pesquisa “Assistência Social na Cidade”, que foram divulgados pela Rede Nossa São Paulo e IBOPE Inteligência, em parceria com o Sesc São Paulo. 

O questionamento sobre o apoio ou não ao benefício foi incluído no levantamento devido ao fato de estar em tramitação na Câmara Municipal de São Paulo um projeto de lei (PL 620/2016), que visa a garantir a Renda Básica de Cidadania - RBC para toda e qualquer pessoa residente na capital paulista há pelo menos cinco anos, sem diferenciar raça, sexo, idade, condição civil ou socioeconômica. 

Os moradores da Zona Sul, segundo a pesquisa, são os que se mostram mais favoráveis à proposta. Nesta região de São Paulo, a ideia conta com o apoio de 59% dos entrevistados. Por outro lado, a área central da cidade é onde a concessão do benefício obtém menos concordância (46%).

Outro dado do levantamento revela que, para os paulistanos, o combate ao tráfico de drogas é a principal medida a ser adotada na Cracolândia, com 59% de menções, seguida pelo desenvolvimento de políticas públicas de atuação conjunta de diversas áreas, como saúde, segurança, assistência social, educação e trabalho e renda – assinalada por 53% dos pesquisados. A terceira opção, escolhida por 43% das pessoas, é construir no local unidades de saúde especializadas para atender exclusivamente os usuários de drogas. 

Estimulados também a assinalar a primeira, a segunda e a terceira medidas que devem ser colocadas em prática para melhorar as condições da população em situação de rua, os paulistanos priorizam: ampliar os Centros de Acolhida, os Centros de Acolhida Especiais e Centros Temporários de Acolhimento (37%); oferecer cursos de capacitação profissional para que possam atuar no mercado de trabalho (34%); e criar medidas que incentivem a contratação dessas pessoas por empresas e comércios (30%).

A pesquisa "Assistência Social na Cidade" mostra ainda que 53% da população considera que a ampliação das penas para quem comete violência contra a mulher é prioridade para enfrentar o problema. A segunda medida escolhida é agilizar o andamento da investigação das denúncias (42%) e, em seguida, ampliar os serviços de proteção de mulheres em situação de violência em todas as regiões da cidade (40%). 

Foram entrevistados 800 paulistanos de 16 anos ou mais e a margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, sobre os resultados encontrados no total da amostra.

Pesquisa integra série “Viver em São Paulo”

Realizado em evento público no Sesc Bom Retiro, o evento de divulgação dos resultados do levantamento incluiu um debate com especialistas e ativistas da área de assistência social, que puderam comentar os dados apresentados. 

A pesquisa “Assistência Social na Cidade” integra a série “Viver em São Paulo”, que foi iniciada este ano e mensalmente tem divulgado dados sobre a percepção dos paulistanos em relação a temas importantes que afetam a vida na capital paulista.  

A série “Viver em São Paulo” é promovida pela Rede Nossa São Paulo e IBOPE Inteligência, em parceria com o Sesc São Paulo. 

DADOS DA PESQUISA

Nome da pesquisa

VIVER EM SÃO PAULO: ASSISTÊNCIA SOCIAL

Margem de erro

A margem de erro máxima estimada é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.

Tema

Opinião pública

Contratante

Rede Nossa São Paulo

Período

05/04/2018 a 22/04/2018

Local

Brasil

Amostra

800 entrevistas.

ARQUIVO(S) PARA DOWNLOAD
Pesquisa completa
Viver em São Paulo: Assistência Social

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