Eleições

Dúvidas frequentes

Nunca fui e não conheço ninguém que foi entrevistado pelo IBOPE.
Como toda pesquisa é feita a partir de uma amostra representativa da população estudada, é realmente muito difícil conhecermos alguém que já tenha sido entrevistado por um instituto de pesquisa. Por exemplo, em São Paulo existem mais de nove milhões de eleitores. Desses milhões, são entrevistados apenas alguns que vão fazer parte da nossa amostra. Por isso, a probabilidade de uma pessoa conhecida ser selecionada é muito pequena.

Como são escolhidas as pessoas entrevistadas?
O IBOPE Inteligência usa amostras rigorosamente representativas da população em estudo, selecionadas por meio de critérios estatísticos, que utilizam como base as fontes oficiais de dados do País: IBGE, TRE e TSE.

Para pesquisas estaduais, o IBOPE Inteligência utiliza uma amostra por conglomerados, selecionada em três estágios:

1- Seleção probabilística dos municípios onde serão realizadas as entrevistas, pelo método PPT (Probabilidade Proporcional ao Tamanho).

2- Seleção probabilística dos setores censitários do IBGE, também pelo método PPT.

3- Seleção dos entrevistados por meio de quotas proporcionais de sexo, idade, grau de instrução e setor de dependência econômica, dentro dos setores censitários sorteados previamente. As quotas servem para evitar vieses decorrentes da não existência de cadastros dos eleitores dentro dos setores censitários e da impossibilidade do levantamento de tal informação durante o processo da pesquisa.

Como são feitas as perguntas? Qual é a diferença entre pesquisa espontânea e estimulada?
No caso das pesquisas de intenção de voto, as perguntas podem ser espontâneas ou estimuladas. No primeiro caso, pede-se para que os entrevistados digam espontaneamente o nome do candidato em que pretendem votar. Já no caso das perguntas estimuladas, é apresentado um disco com o nome de todos os candidatos e pede-se para que o entrevistado escolha, dentre os candidatos presentes no disco, em qual ele votaria se as eleições fossem hoje. Outras perguntas são formuladas de acordo com os objetivos da pesquisa: potencial de voto dos candidatos, imagem dos candidatos, nível de rejeição etc.

Qual é o tamanho de amostra mínima aceitável para uma pesquisa eleitoral?
Nas últimas pesquisas eleitorais, o IBOPE Inteligência trabalhou com amostra mínima de 301 eleitores, para um intervalo de confiança de 95% e margem de erro de seis pontos percentuais.

Por que nem sempre a soma dos resultados apresentados nas pesquisas chegam a 100%?
Existem duas possibilidades para a soma dos percentuais ultrapassar 100%. A primeira delas é quando a pergunta permite que o entrevistado escolha mais de uma alternativa de resposta. A segunda é devido a arredondamentos matemáticos, feitos com base em critérios estatísticos que preveem que: 

Valores encontrados entre 0,0% e 0,4% são arredondados para 0%, enquanto os valores superiores a 0,5% são arredondados para 1%. 

Exemplo:

                   

Por que nem sempre encontramos o nome de algum candidato nas pesquisas?
Os nomes dos candidatos que aparecem nas pesquisas do IBOPE são os que foram registrados no Tribunal Superior Eleitoral pelos partidos políticos que concorrem ao pleito. Os nomes não registrados não aparecem como opção em nossas pesquisas.

Por que, em algumas pesquisas, os resultados estão fora da margem de erro? Os desvios acontecem com frequência em pesquisas desse tipo?
Pesquisas não são infalíveis, pois não entrevistamos toda a população. Nós tiramos uma amostra dessa população e a toda amostra está associada um erro amostral. A própria estatística nos mostra que a cada 100 pesquisas feitas, 5 ficarão fora do limite da margem de erro.

Em quais cidades foram realizadas as pesquisas eleitorais?
Até 24 horas contadas da divulgação do respectivo resultado, o registro da pesquisa no site do TSE (www.tse.jus.br) deverá ser complementado com os dados relativos aos municípios e bairros abrangidos pela pesquisa. Na ausência de delimitação do bairro, será identificada a área em que foi realizada a pesquisa. Essas informações são públicas e podem ser acessadas por qualquer pessoa.

Se votos brancos e nulos são diferentes entre si, por que sempre aparecem nas pesquisas somados como se fossem uma coisa só?
Apesar de sabermos que os votos brancos e nulos diferem em seus significados, em termos analíticos, podemos considerá-los no mesmo índice, pois mostram quantos eleitores não escolheram nominalmente nenhum dos candidatos colocados na pesquisa.

Qual a diferença de ponto percentual para porcentagem?
O ponto percentual é a unidade que indica o valor absoluto da diferença entre porcentagens. Já porcentagem é uma relação entre dois valores a partir de uma fração cujo denominador é 100. Veja o exemplo:

O candidato A tinha uma intenção de voto de 20% e, na pesquisa seguinte, sobe para 30%. Isso significa que ele cresceu 10 pontos percentuais (30-20 =10) ou que registrou um crescimento de 50% (30/20-1*100).

Por exemplo: uma taxa de 30% que cresce em 5 pontos percentuais passa para 35%. É a relação direta sobre a porcentagem. Agora, se cresceu em 5% (cinco por cento), é necessário fazer o cálculo de quanto representa 5% de 30%.

Qual é a influência das pesquisas de intenção de voto na decisão do eleitor?
Não existem estudos conclusivos sobre a influência das pesquisas na decisão do eleitor, mas sabe-se que elas são mais uma fonte de informação para o eleitor decidir seu voto. Fica muito difícil saber qual o efeito isolado que as pesquisas têm na decisão de voto do eleitor, uma vez que todos estão expostos a muitas outras fontes de informação: horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão, campanha de rua, matérias que a imprensa faz sobre os candidatos, debates, conversas com familiares, amigos, colegas de trabalho etc. 

Além disso, o eleitor pode tomar várias atitudes com base na informação da pesquisa: votar em quem está na frente, votar no segundo colocado porque não gosta do primeiro, votar branco/nulo, escolher entre os que estão na frente aquele que mais defende as ideias nas quais o eleitor acredita, etc. Não se pode dizer que o efeito, se existir, seja apenas em uma única direção, caso contrário, não aconteceriam as viradas que frequentemente ocorrem nas eleições.

Como é possível atestar a credibilidade das pesquisas eleitorais?
A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) congrega as empresas dessa área no Brasil e segue rigorosos códigos de ética, portanto, o primeiro item a se observar é se a empresa é ou não filiada à ABEP. Além disso, em ano eleitoral, todas as pesquisas feitas para divulgação devem ser registradas no Tribunal Superior Eleitoral, ou nos Tribunais Regionais Eleitorais, ou nos Cartórios Eleitorais, dependendo do âmbito do pleito, e precisam trazer informações como amostra, período de realização, número de registro no Tribunal, empresa que realizou a pesquisa, empresa contratante, estatístico responsável, valor pago, controles de qualidade realizados etc. 

Essas pesquisas são sempre pagas pelos partidos políticos?
No caso das pesquisas eleitorais, utilizamos várias metodologias e tipos de pesquisa: qualitativas, quantitativas estratégicas, quantitativas de acompanhamento (tracking) e monitoramento de redes sociais. Essas pesquisas são realizadas para candidatos, partidos, entidades de classe, patrocinadores de campanhas eleitorais, veículos de comunicação, entre outros. Ou seja, qualquer interessado, seja ele pessoa física ou jurídica, de qualquer segmento de atividade, pode contratar pesquisas eleitorais do IBOPE ou de qualquer outra empresa de pesquisa.

Qual é o objetivo dos veículos de comunicação ao divulgar uma pesquisa eleitoral?
O objetivo de um veículo de comunicação é informar seus leitores, telespectadores ou ouvintes. Portanto, o interesse é puramente jornalístico.

Qual é a melhor época para realizar uma pesquisa eleitoral?
No final do ano anterior ao ano eleitoral começa o que chamamos de primeira fase da campanha, quando são feitas pesquisas sob medida, para avaliar a viabilidade política dos partidos e de seus candidatos. Nessa fase, os questionários são bem mais longos, mais complexos e estratégicos. O objetivo, nesse caso, é mapear o eleitorado em termos sociopolíticos antes mesmo da definição dos candidatos à eleição. A ideia é auxiliar na decisão sobre nomes e coligações, por meio de estudos de viabilidade e análises sobre a potencialidade de possíveis candidatos, sempre com base nas demandas e expectativas da população. 

Os levantamentos da fase dois vão desde a definição dos candidatos até o início da propaganda eleitoral gratuita e visam a auxiliar no planejamento da campanha. O propósito, nesse caso, é identificar os pontos fortes e fracos dos candidatos e partidos, além de posicioná-los diante dos adversários e alinhar propostas e argumentos da campanha. Para isso realizamos discussões em grupo com eleitores, pesquisas estratégicas face a face e pesquisas temáticas. 

Com o início da propaganda eleitoral gratuita, as pesquisas entram em uma terceira fase, quando o IBOPE se propõe a monitorar a campanha propriamente dita, fazendo a avaliação dos programas eleitorais gratuitos por meio de discussões em grupo, trackings (que fornecem resultados diários), pesquisas quali-quanti e pesquisas relâmpago realizadas em caráter de urgência. Nesta fase, o importante é não ser pego de surpresa.

Quanto custa uma pesquisa eleitoral?
O valor de uma pesquisa de opinião pública varia de acordo com a localidade, tamanho da amostra e número de perguntas no questionário.

Quem faz as pesquisas políticas?
O IBOPE Inteligência e seus colaboradores da unidade de negócios de opinião pública e política, com a supervisão do diretor Helio Gastaldi e da CEO do IBOPE Inteligência, Márcia Cavallari.

De que forma são feitas as pesquisas de avaliação dos governos?
A divulgação dos indicadores de avaliação como "ótima" e "boa" somadas representa uma avaliação positiva, da mesma forma que a soma de "ruim" ou "péssima" representa avaliação negativa. O indicador “regular” não pode ser somado a nenhuma das duas avaliações. Nos relatórios das pesquisas, sempre publicados no site do IBOPE Inteligência, é possível acessar informações detalhadas das pesquisas, incluindo a especificação isolada dos indicadores "ótima", "boa", "regular", "ruim" ou "péssima".

Podemos confiar plenamente nos resultados das pesquisas eleitorais?
Podemos responder pelas pesquisas realizadas pelo IBOPE Inteligência e a resposta é sim. Todas as pesquisas realizadas pelo IBOPE em mais de 72 anos de existência são pautadas em critérios técnicos da ciência estatística. Nossas pesquisas representam a população em estudo, pois todos os grupos sociais e as várias regiões geográficas aparecem na amostra em proporção muito próxima à da população pesquisada. Os resultados das nossas pesquisas refletem fielmente o que encontramos na interlocução com as pessoas que entrevistamos e independem totalmente dos interesses de quem nos contrata. O rigor estatístico, associado a outros controles que temos, asseguram a qualidade e a credibilidade da pesquisa. Além disso, nossas pesquisas atendem aos códigos de autorregulação e de ética elaborados pela associação mundial de profissionais de pesquisa, a European Society for Opinion and Marketing Research (ESOMAR), e pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP).